Grupo Sarandeiros: Quebranto
publicado em agosto 2, 2008
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As Fricções de Vera Casa Nova
publicado em julho 1, 2008
essa moça é minha ex (professora) e achei curiosa a coincidência. clique na imagem para ler:
Fricções - traço, olho e letra
Vera Casa Nova
Lançamento: 5 de julho, 11-14h
Livraria Scriptum (R. Fernandes Tourinho, 99 – Savassi)
R$30,00
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conheci esse aí pessoalmente hoje
publicado em junho 24, 2008
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esse é meu ministro!
publicado em junho 20, 2008
“Quem são os hackers? São os propiciadores de viabilizações, viabilizam possibilidades novas, através de técnicas e tecnologias. E eu me vejo como um hacker. Sou um ministro hacker. Um cantor hacker.”
A entrevista do nosso ministro hacker Gilberto Gil sobre democracia x novas tecnologias aqui.
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Tom Zé Ao Vivo, Álbum Virtual
publicado em junho 20, 2008
A Trama está lançando um novo projeto, o Álbum Virtual no qual ”A partir de agora, você poderá baixar álbuns inteiros e gratuitos: todas as faixas, encarte, fotos, vídeos, versões exclusivas. Em primeira mão, você confere os lançamentos da Trama a um clique de distância. E melhor: é de graça. A obra fica disponível por tempo limitado, portanto , não perca tempo. Baixe já!”.
E o primeiro álbum disponível é de Tom Zé. Após se cadastrar no site, dá pra ouvir e ver o disco inteiro antes de baixar.
Há também extras: fotos e vídeo desse “ao vivo virtual” - pois o público somos nós, não há público na apresentação - e uma entrevista em que ele explica porque o “tô ficando atoladinha” é “plurissemiótico”, “microtonal” e “metarefrão”.
Vale a pena ler, junto ao release q está no site, o depoimento, em verso, de Tom Zé sobre a experiência.
Fiquei sabendo dessa ao ler essa entrevista que ele concedeu à Revista Cult, e há mais informação aqui.
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luão
publicado em junho 19, 2008
a lua tá foda lá fora
e minha gente dando aula
ou dando pala na sala
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esperança II (variações)
publicado em junho 10, 2008
quem desespera, então alcança
*****
a esperança é a primeira que mata
*****
a esperança é a última que age
*****
quem espera, se desespera
(quem desespera, não espera)
*****
espaço aberto para outras sugestões desesperadas e desiludidas, ou seja, sem esperanças e sem ilusões, ou seja, felizes.
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esperança
publicado em junho 9, 2008
quem espera sempre
cansa
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Ao desconcerto do mundo
publicado em junho 8, 2008
“Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o Mundo concertado.”
Luís de Camões
grandes poemas, desconsiderados os modismos, nunca ficam datados.
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romântico
publicado em maio 29, 2008
quem não chora
não ama
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manhãs soterradas
publicado em maio 21, 2008
vc acorda e a manhã já obstruída. vc só trabalha a tarde,
portanto sua manhã deveria ser sua.
mas vc se levanta soterrado.
anda pela casa procurando a manhã.
vc lembra, dia desses na tv o
médico acupunturista:
“se forçarmos, nos lembraremos
de manhãs em que acordávamos alegres…”
e essa lembrança te faz reparar q a tv está ligada e vc nem notou q a havia ligado e, quando desliga, se assusta pq a luz do dia fica mais clara e aí vc lembra de abrir a janela da sala e se assusta ainda mais de perceber q a manhã, talvez, nunca tenha saído dali. aí vc houve um assobio no quarto e é o windows te chamando e vc tb não havia reparado quando ligou o computador. vc abre umas janelas - nem lembrava que se chamam assim -, mas na atraente tela de cristal líquido - cujo cristal ainda não é o da manhã - vc vê refletida a janela atrás de si e se volta e vê q, embora o sol passe e a cortina esteja aberta, a janela mesma precisa ser aberta e vc abre. e como vai passar a tarde de frente para outra tela de cristal líquido (e nessa tela haverá uma linda paisagem numa outra tarde, ilmunada pelo sol e não pelas lâmpadas brancas que deixam o dia com esse aspecto anêmico e que te fazem pensar, embora não radicalmente, no efeito que essa diferença de luz tem nos temperamentos), vc resolve fechar o windows e a manhã brilha de um modo que vc nem lembrava q era possível, mas reconhece imediatamente, tão arraigado esse brilho. vc abre, então, todas as janelas do ap., inclusive aquela que dá de frente para uma outra janela, a do vizinho e que te incomoda pq o vizinho…
aí vc se senta no chão da sala e liga seu playstation e quando vai ligar a tv… cai uma ficha diferente, um pouco maior, insinuando q talvez uma revisão da vida esteja te tomando sem planejamento e vc resolve tirar algumas tomadas da parede, deixando só a geladeira.
vc se lembra, então, q comprava pão e leite todas as manhãs quando criança e enquanto caminhava sob o sol cumprimentava vizinhos, colegas, desconhecidos, a moça do caixa, o mecânico, os passarinhos, as garotas. aproveitava pra passar na casa de algum colega e combinar a peladinha ou papagaio ou carrinho-de-rolimã e/ou outras coisas do tipo tudo ao mesmo tempo o que desse vontade na hora. há muito vc não compra pão na padaria pq vc faz uma compra-do-mês de carro que te permite não precisar sair de manhã para isso e, consequentemente, acordar e ir direto para a rotina de janelas ligadas na tomada que começam às oito da manhã, aproximadamente e terminam quando vc vai dormir, por volta das duas tb da manhã, pois volta do trabalho e reveza entre elas até não conseguir mais se sustentar.
vc resolve tirar o pijama, coisa q costuma fazer apenas quando sai pra trabalhar e vai comprar seu pãozinho de sal, que vc sempre gostou tanto, quentinho e salgadinho, com aquela manteiga derretendo.
e, na rua, vc vê aquela manhã imensa, espalhada e alegre pra todo lado. o sol no talo, só que macio e divertido. seu corpo se arrepia. vc saiu de casa com seu mp3 porque não conseguiu se ver assim tão desplugado (impossível não dizer nu), mas no aparelho o Ok Computer é moderno, é inteligente, só q a melancolia, as guitarras… vc adora, mas que barulhos, sons, ruídos, canções na manhã? vc tira o fone e de repente se percebe como um ex-Et entre os humanos.
e, mesmo que tudo isso não passe de meia hora, é o suficiente pra vc perceber que as manhãs continuam tão plenas quanto sempre, quanto na sua infância, quanto quando seus dias eram bons. não adianta xingá-la, difamá-la, não era a manhã que havia mudado ou morrido, era vc.
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profissão de pé
publicado em maio 16, 2008
“quando se está estranho, deve-se aproveitar a ocasião”
(acho q essa frase foi um erro de leitura q deu certo. acerto muito quando erro e vice-versa. alguém sabendo disso na boca de outrem, ilumine-me, por favor. )
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tarde de trampo
publicado em maio 16, 2008
manhãs de sol
para vagabundos
se deitarem
tardes preguiçosas
para enfermos
se pouparem
noites de lua
para púberes
se testarem
madrugadas limpas
para putas
se pagarem
lâmpadas eletrônicas
para funcionários
se gastarem
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uma boa maneira de comemorar o 13 de maio
publicado em maio 13, 2008
Errata: o endereço correto é rua piauí, 1052.
é ir ao ”saravá de celebração dos 120 anos da extinção da escravatura no Brasil“. pesquei no salamalandro. artistas de primeira linha e relançamento de o navio negreiro pelo projeto escrituras TIPOgráficas estão na pauta.
programa:
terça-feira, dia 13 de maio de 2008 a partir das 19h
no bar balaio de gato (rua piauí, 1502)
navio negreiro estará à venda com preço especial de lançamento, tira-gosto afro e drink-cortesia.
entrada franca
(para mais informações: jaguadarte)
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Raiva dessa humanidade aí
publicado em maio 9, 2008
Raiva dessa humanidade burra, que adora ser burra, admira a burrice e só à burrice dá atenção. Raiva dessa humanidade de segunda e pequena, que premia a quem não se expande. Raiva dessa humanidade que acha que as grandes obras (qualquer obra) são feitas sempre por outra gente em outro lugar e anda pelas calçadas distraída com vitrines, esquecida até do próprio umbigo.
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